Portaria autoriza nomeações do CNU 2 para 3.147 vagas em órgãos federais
Medida publicada pelo MGI inicia etapa de convocações pelos órgãos e entidades participantes do Concurso Nacional Unificado; cargos estão distribuídos em 32 órgãos da administração federal
A publicação da Portaria MGI nº 3.356/2026, no Diário
Oficial da União desta quarta-feira (22), autorizou as nomeações de 3.147
aprovados do CNU 2 e abriu uma nova etapa para o provimento dos cargos
ofertados na segunda edição do Concurso Nacional Unificado.
Com a medida, a condução das nomeações passa a ser
responsabilidade dos órgãos e entidades contemplados, que deverão adotar os
procedimentos próprios de convocação, nomeação e posse, observando a existência
de vagas disponíveis e seus cronogramas administrativos.
A autorização alcança cargos distribuídos nos nove blocos
temáticos do certame e envolve órgãos da administração direta, autarquias,
agências reguladoras, fundações e instituições militares.
Segundo a portaria, o Ministério da Gestão e da Inovação em
Serviços Públicos realizará nomeações exclusivamente para cargos do próprio
quadro. Nos demais casos, caberá a cada instituição dar andamento aos atos
necessários para convocação dos aprovados.
A medida ocorre após a realização do CNU 2, que registrou
761.545 inscrições e reuniu candidatas e candidatos de 4.951 cidades
brasileiras. As provas foram aplicadas em 228 municípios, para seleção de
servidores destinados a 32 órgãos participantes.
Distribuição das vagas autorizadas no CNU 2 por órgão
Entre as 3.147 vagas autorizadas, o Ministério da Gestão e
da Inovação concentra 1.250 cargos. Desse total, mil vagas são para Analistas
Técnico-Administrativos (ATA), vinculados à carreira de Analista Técnico do
Poder Executivo (ATE), criada pela Lei 15.367.
De acordo com o planejamento apresentado, esses servidores
poderão ser distribuídos entre cerca de 36 órgãos federais, conforme
necessidades da administração pública federal e disponibilidade orçamentária.
Outras 250 vagas no MGI correspondem ao cargo de Analista
Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, previstas como vagas imediatas no
edital.
Além do MGI, a portaria contempla nomeações para diversos
órgãos e entidades. A distribuição ficou definida da seguinte forma:
Órgãos com vagas autorizadas no CNU 2
- MGI:
1.250 cargos
- INSS:
300 cargos
- Marinha:
140 cargos
- Exército:
131 cargos
- Hospital
das Forças Armadas: 127 cargos
- INTO:
94 cargos
- Aeronáutica:
90 cargos
- ANM:
80 cargos
- INCA:
78 cargos
- INC:
75 cargos
- ANAC:
70 cargos
- FUNDACENTRO:
65 cargos
- MDA:
64 cargos
- IPHAN:
60 cargos
- ANATEL:
50 cargos
- ANTT:
50 cargos
- ITI:
50 cargos
- MPA:
32 cargos
- ANTAQ:
30 cargos
- MF:
30 cargos
- IEC:
28 cargos
- FUNARTE:
28 cargos
- IBRAM:
28 cargos
- CENP:
25 cargos
- ANS:
20 cargos
- Fundaj:
20 cargos
- ANP:
16 cargos
- MCID:
15 cargos
- ANVISA:
14 cargos
- FBN:
14 cargos
- ANCINE:
10 cargos
- Palmares:
10 cargos
- MIDR:
10 cargos
- MTUR:
8 cargos
Analista Técnico do Poder Executivo e vagas transversais
do CNU 2
A maior parte das vagas concentradas no MGI está relacionada
a carreiras transversais, modelo em que os servidores podem atuar em diferentes
órgãos da administração pública federal, sem restrição a um único ministério.
No caso dos Analistas Técnico-Administrativos, as mil vagas
autorizadas decorrem da primeira autorização do cadastro reserva, considerando
planejamento de lotação e disponibilidade orçamentária.
A estrutura da carreira de Analista Técnico do Poder
Executivo foi prevista para permitir mobilidade e atuação em múltiplos órgãos,
conforme demandas administrativas.
CNU 2 teve inscritos em 4.951 cidades e provas em 228
municípios
O CNU 2 reuniu 761.545 inscrições, com candidaturas
originadas em 4.951 cidades brasileiras. O modelo manteve a estrutura
nacionalizada do concurso, com aplicação simultânea de provas em 228
municípios.
Os dados divulgados também indicam que pessoas aprovadas são
provenientes de 578 cidades em todos os estados e no Distrito Federal.
Entre os aprovados, 48,4% são mulheres. Já 40,5%
correspondem a pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência.
Os números integram o perfil divulgado sobre os resultados
do concurso e a composição dos aprovados.
Nomeações do CNU 2 ocorrem em cenário de recomposição de
quadros
A autorização para nomeações ocorre em meio a um contexto de
recomposição da força de trabalho no serviço público federal.
Segundo dados apresentados pelo governo federal, a medida
está inserida em um processo mais amplo de reorganização administrativa
iniciado em 2023, com mais de 50 medidas voltadas à modernização da gestão
pública, incluindo reorganização e unificação de carreiras, mudanças em
estruturas administrativas, extinção de cargos considerados obsoletos e
ampliação de carreiras transversais.
O cenário também é relacionado à previsão de mais de 70 mil
aposentadorias no serviço público federal até 2030, apontada como fator para
necessidade de reposição de pessoal.
Nesse contexto, as nomeações autorizadas pela Portaria MGI
nº 3.356/2026 integram o processo de provimento dos cargos ofertados no CNU 2.
Próximos passos após a portaria de nomeações do CNU 2
Com a autorização formal publicada, a próxima etapa passa a
depender dos atos administrativos de cada órgão contemplado.
Os órgãos deverão verificar a existência de vagas, publicar
atos de convocação e conduzir os procedimentos para nomeação e posse dos
aprovados, seguindo seus respectivos cronogramas.
Para candidatos aprovados, a publicação da portaria
representa o início da fase de convocações, mas os chamamentos passam a
depender dos procedimentos internos de cada instituição.
Como o próprio MGI informou, a condução das nomeações,
exceto para cargos do próprio ministério, será descentralizada.
A portaria, assim, formaliza a autorização para ingresso dos
aprovados e inaugura a etapa administrativa de provimento das vagas do Concurso
Nacional Unificado.
