Concurso Banco Central: veja em quais cidades o Bacen mantém servidores
Dados da autarquia mostram concentração do quadro em Brasília, mas carreira possui unidades em outras nove capitais; novo concurso terá 170 vagas
O Banco Central do Brasil possui servidores distribuídos por
dez cidades brasileiras, embora a maior parcela do quadro funcional esteja
concentrada em Brasília.
A distribuição atual dos profissionais ajuda a dimensionar a
presença regional da instituição e também serve de referência para candidatos
que acompanham o novo concurso Bacen, autorizado para 170 vagas.
Os dados disponíveis no Banco Central indicam que 3.276
cargos estavam ocupados em julho de 2026. Desse total, 54,73% dos servidores
estavam vinculados a Brasília. São Paulo aparece em seguida, com 16,30% do
quadro, enquanto Rio de Janeiro e Belo Horizonte concentram 10,50% e 5,89%,
respectivamente.
A estrutura também contempla Porto Alegre, Fortaleza,
Recife, Curitiba, Salvador e Belém. As dez cidades correspondem às localidades
atualmente utilizadas pelo Banco Central para distribuição de seu quadro
funcional.
PREPARATÓRIO | BANCO CENTRAL [BACEN] | AUDITOR | ÁREA: ECONOMIA E FINANÇAS
Como está distribuído o quadro do Banco Central
A divisão regional dos servidores considera os três cargos
efetivos que integram a estrutura de pessoal do Banco Central: auditor, técnico
e procurador. A própria autarquia informa que as carreiras de auditor e técnico
integram a carreira de especialistas, enquanto procuradores compõem carreira
própria.
Considerando os 3.276 cargos ocupados registrados pelo BC, a
distribuição percentual por localidade é a seguinte:
|
Cidade |
Percentual de servidores |
|
Brasília |
54,73% |
|
São Paulo |
16,30% |
|
Rio de Janeiro |
10,50% |
|
Belo Horizonte |
5,89% |
|
Porto Alegre |
3,21% |
|
Recife |
2,53% |
|
Fortaleza |
2,29% |
|
Curitiba |
1,98% |
|
Salvador |
1,74% |
|
Belém |
0,82% |
Os percentuais mostram que Brasília reúne mais da metade do
quadro funcional. São Paulo é a segunda unidade com maior participação, seguida
pelo Rio de Janeiro e por Belo Horizonte.
Além da distribuição geográfica, o quadro divulgado pelo
Banco Central registra 2.740 auditores, 151 procuradores e 385 técnicos entre
os cargos ocupados, conforme os dados de julho de 2026. A estrutura prevista em
lei é de 6.470 cargos, dos quais 3.194 permaneciam vagos naquele levantamento.
A cidade de lotação será definida no próximo edital?
Ainda não há definição pública sobre o modelo que será
utilizado no próximo concurso para determinar a lotação dos aprovados.
O histórico das seleções anteriores mostra que o Banco
Central já adotou formatos diferentes. No concurso realizado em 2024, as vagas
foram destinadas ao então cargo de analista, atualmente denominado auditor, e a
lotação prevista era exclusivamente em Brasília.
Em 2013, entretanto, o procedimento foi diferente. Naquele
concurso, as oportunidades foram distribuídas conforme a praça de lotação. O
candidato precisava optar por uma localidade específica no momento da
inscrição, e as provas foram realizadas nas dez capitais que possuíam
possibilidade de lotação.
Assim, a existência de unidades do Banco Central fora de
Brasília não significa, por si só, que o próximo edital oferecerá vagas para
todas essas localidades. A definição dependerá das regras que serão
estabelecidas para a nova seleção.
Novo concurso Bacen terá 170 vagas
O Governo Federal autorizou em julho de 2026 a abertura de
novo concurso para o Banco Central. A Portaria MGI nº 5.508, publicada em 3 de
julho, estabeleceu 170 vagas para três cargos.
A distribuição autorizada é:
- Auditor
do Banco Central: 100 vagas;
- Técnico
do Banco Central: 50 vagas;
- Procurador
do Banco Central: 20 vagas.
O prazo para publicação do edital é de até seis meses a
partir da publicação da portaria. Com isso, o documento deverá ser divulgado
até 3 de janeiro de 2027. A autorização também determina que exista um
intervalo mínimo de dois meses entre a publicação do edital e a realização da
primeira prova.
No momento, o processo está relacionado à definição da banca
organizadora. A previsão informada para a contratação da instituição
responsável pela organização da seleção é 16 de outubro de 2026.
Quais são os requisitos para as carreiras do Bacen?
As 170 oportunidades autorizadas abrangem níveis médio e
superior.
Para técnico do Banco Central, é exigido ensino médio
completo. A remuneração inicial indicada no texto-base da seleção é de R$
8.300.
O cargo de auditor do Banco Central, anteriormente
denominado analista, exige graduação em qualquer área de formação. O salário
inicial informado é de R$ 18.033,52. Entre as atribuições da carreira
estão atividades relacionadas à gestão de reservas internacionais, políticas
monetária, cambial e creditícia, sistema de pagamentos brasileiro, meio
circulante e supervisão do Sistema Financeiro Nacional.
Já a carreira de procurador do Banco Central exige
graduação em Direito, inscrição regular na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
e pelo menos dois anos de prática forense.
As 20 vagas destinadas aos procuradores serão preenchidas em
uma seleção unificada com outras carreiras jurídicas da Advocacia-Geral da
União (AGU). Por essa razão, a seleção para procurador deverá seguir cronograma
próprio, juntamente com as demais oportunidades jurídicas que forem
disponibilizadas pela AGU.
Concurso Bacen: o que já está definido
Com a autorização publicada e o prazo para o edital
estabelecido, o próximo concurso do Banco Central já possui parte importante de
sua estrutura conhecida. Serão 170 vagas, distribuídas entre técnico, auditor e
procurador, com exigências de escolaridade que variam entre nível médio e
superior.
A questão da lotação, entretanto, ainda depende das regras
do futuro edital. O quadro atual do Banco Central está espalhado por dez
cidades, mas os concursos anteriores adotaram critérios diferentes para definir
a unidade de exercício dos aprovados.
Enquanto a seleção avança para a etapa de contratação da
banca, a definição das localidades disponíveis permanece entre os pontos que
deverão ser esclarecidos no edital.
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